Duração: 96 minutos
Em um planeta muito distante prestes a ser destruído, dois pais colocam seu filho numa nave e o enviam para a Terra. Mas não são os únicos a terem essa idéia. Assim, duas naves com dois jovens bebês caem na Terra em locais diferentes. Um cai numa casa luxuosa e se torna um super-herói de capa e topete, o Metroman. O outro cai numa prisão e se torna o pior criminoso da cidade, o Megamente. Ambos se tornam eternos arquinimigos.
Finalmente, um dia, o vilão se surpreende ao ver que mais um dos seus infalíveis planos não falha. O herói é derrotado e ele é o novo dono da cidade. Agora terá todo o que quer. Fácil demais, até. E isto o leva a depressão. Mas eis que surge um novo heróis na cidade, que acaba se tornando o pior dos vilões. E para salvar Metrocity, Megamente terá que fazer, quem diria, as vezes de herói.
A animação é boa e divertida. Mas não traz tantas gargalhadas quanto se propõe. Boa parte das piadas está nas referências e alguns detalhes. Quem aí já não adivinhou o herói parodiado do Metroman? Tem cenas em que Megamente se disfarça de um “Jor-El” com jeitão de “Poderoso Chefão” na caricatura de Marlon Brando, que fez os dois personagens no cinema. Assim, é necessário ter certa cultura de quadrinhos e cinema e atenção a detalhes para rir um pouco mais. Isto, e o conflito existencial do personagem principal, direcionam a animação para um público um pouco mais velho que o esperado.
