Merida é uma jovem princesa
numa terra dividida em quatro reinos. Embora a rainha insista em
educá-la nos moldes de uma dama, ela prefere correr livre em seu
cavalo e treinar suas habilidades com o arco e flecha. Só que agora
chegou a hora dela se casar. Comitivas dos outros três reinos estão
a caminho para que seus príncipes possam competir por sua mão. Mas
Merida tem outros planos e desafia a tradição. Para ajudá-la, era
recorre a uma velha bruxa que lhe vende um feitiço. No entanto, o
feitiço se mostra uma maldição e ela terá que correr contra o
tempo para consertar as coisas e impedir que ele se torne permanente.
Uma boa animação. O tema,
focado mais na relação conflituosa entre mãe e filha, tá mais
para um público adolescente do que para um infantil.
Num futuro, talvez não
tão distante, a Terra está entulhada de lixo. Para limpá-la são
criados os pequenos robôs Wall-e. Mas com a atmosfera se tornando
tóxico, os humanos são embarcados em naves espaciais e abandonam o
planeta.
Mais de setecentos
anos depois resta apenas um robô Wall-e, persistente em seu
trabalho. Com o tempo ele desenvolveu consciência e personalidade,
passando a colecionar coisas.
Sua monótona rotina
muda quando um robô de exploração chamado EVA aparece, com uma
personalidade claramente feminina. Wall-e logo se interessa por ela.
Mas ela é só sofisticação, enquanto ele é antiquado e
atrapalhado.
Quando uma nave
resgata EVA, Wall-e consegue embarcar cladestinamente e vai parar
numa das enormes espaçonave que deixaram a Terra há séculos. Logo
de ser uma sucata, a nave era uma espécie de cidade superavançada,
onde habitavam os descendentes da tripulação original. Estes são
gordos e vivem sentados em uma cadeira com um monitor bem à frente
dos olhos e fartamente servidos de alimentos (Calma. Qualquer
semelhança deve ser mera coincidência...). Mas as informações
que EVA traz sobre a Terra pode, finalmente, mudar seus estilos de
vida.
A animação realmente
é muito boa. O personagem principal tem carisma e chega a ser muito
engraçado. Não tem como deixar de torcer por ele ao longo da
trama.
Tenho que tirar o
chapéu para quem projetou o robozinho – claramente inspirado em ET
o extraterrestre. Conseguiu fazê-lo de tal forma que pudesse
lhe dar expressões sem perder o jeito de robô.
Os humanos da nave são
um caso a parte. Confortáveis em suas cadeiras, seus
relacionamentos são todos através dos monitores, numa espécie de
intranet. Suas vidas são todas guiadas pelos computadores, que
ditam até a cor da moda de seus trajes. Em certo momento do filme o
monitor some e os humanos enxergam a cidade em que vivem e se
surpreendem. Devido as peripécias do robozinho, suas vidas também
mudarão.
Bem bolado também são
as pinturas que aparecem durante os créditos. Vão desde pituras
das cavernas até as mais modernas. Todas com representações de
robôs entre os humanos, mostrando a recriação da história.
Vale muito também ver
os curtas nos extras do DVD.
O caladão e rabujento Carl Fredricksen, desde criança, é fã de Charles Muntz, um aventureiro que viaja pelo mundo a bordo de um dirigível e na companhia de seus fieis cães. É nessa infância cheia de imaginação que ele conhece a espevitada Ellie, outra fã do seu herói. Como os opostos se atraem, eles crescem e se casam. E juntos planejam uma grande aventura: viajar até a américa do sul. Enquanto isso, construem juntos sua casinha e montam um lar. Só falta o filho. Preparam o quarto. Mas descobrem que ela não pode ter filhos. Ela cai em tristeza e ele tenta reanimá-la revivendo-lhe o sonho da viajem. Começam a economizar, mas sempre acontece um imprevisto que adia a viagem. Por fim ela adoece e morre.
Isso tudo foi só, digamos, o prelúdio do filme. Fora a tagarelice da jovem Ellie, praticamente não há diálogos nessa parte. Mas tem uma boa dose de carga emocional.
A segunda parte começa com o sr. Fredricksen já idoso, usando bengala e passando seus dias na varanda de sua casa, que ele insiste em não vender, apesar da insistência dos que construíram edifícios ao redor e estão de olho em seu terreno. Aproveitando-se de um incidente em que ele agride um operário, ele é levado à Justiça e forçado a deixar a casa e ir para um asilo. Como sempre foi vendedor de balões, ele as usa em milhares para erguer a casa e seguir flutuando ao local onde sempre sonhou em ir com sua esposa. Mas sem querer leva consigo um pequeno passageiro: um jovenzinho escoteiro que estava à sua porta. Juntos eles viveram uma inusitada aventura e aprenderam importantes lições de vida.
Para quem gosta daqueles filmes que acrescentam algo mais além de alguns minutos de entretenimento, este é, sem dúvida, indicado.
O protagonista só foi mesmo atrás de seu sonho quando já não tinha mais nada a perder. Dá o que pensar. E nos faz rever nossas prioridades.
Não deixe de assistir também aos curtas do DVD. São ótimos.