Nathan é um típico adolescente americano morando uma bela casa de subúrbio com seus pais, frequentando o colégio e festas com seus amigos e de olho na bela vizinha Karen. Tudo normal. Pelo menos até um trabalho do colégio o colocar em dupla com a vizinha e juntos descobrirem num site de crianças desaparecidas que Nathan está entre eles. Mas ao mexer neste vespeiro, ele coloca uns bandidos altamente qualificados e até a CIA em seu encalço. Para se manter seguro e proteger a vizinha, os dois fogem à procura da única pessoa que aparentemente pode ajudá-los a encontrar a verdade: seu verdadeiro pai.
É um razoável filme de ação. Quase mais para pré-adolescentes que para o público adulto.
O ator Taylor Lautner, embora mostrando muito disposição e preparo físico para as cenas de ação, ainda tem cara de garoto. E a jovem atriz, apesar de seus vinte e dois anos, parece ter bem menos.
Já que não te deixa pegar no sonho, vale a locação.
No mundo de uma era distante coexistem quatro grandes nações: a da água, a do ar, a da terra e a do fogo. Em cada tribo há pessoas com habilidades de dominar seus respectivos elementos. Para ajudar a manter o equilíbrio entre as nações, e consequentemente entre os elementos, existe o Avatar, uma pessoa com a habilidade de dominar os quatro elementos. Esse Avatar existe através das gerações, renascendo alternadamente em cada uma das nações, podendo ser homem ou mulher – sendo sempre o mesmo espírito.
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Aang, um menino monge da nação do ar, é a reencarnação atual do Avatar. Mas quando descobre quem é foge, relutante em aceitar seu destino. É pego por uma tempestade e acaba congelado num iceberg. Cem anos se passaram, durante os quais a nação do fogo passou a dominar as outras nações. (Observem que o Avatar não morreu. Por isso não podia se reencarnar. Assim, o mundo passou cem anos sem seu fator de equilíbrio.) Dois jovens da tribo da água do sul, Sokka e Katara, encontram Aang e o retiram do gelo. Mas ele é logo descoberto por Zuko, filho banido do rei da nação do fogo. Só com a entrega do Avatar a seu pai ele poderá recuperar a honra.
Aang é capturado, mas consegue fugir e segue com seus amigos até a terra dos nômades do ar onde fora criado. Descobre, então, o tempo que se passou e que a nação do fogo, sabendo que o Avatar era nascido na nação do ar, matou todos os dominadores de ar, incluindo seus amigos monges.
Agora ele terá que assumir seu papel de Avatar para combater a tribo do fogo e trazer novamente o equilíbrio ao mundo. Mas antes, terá que aprender a dominar os outros três elementos.
O filme é baseado na série animada da Nickelodeon Avatar – a lenda de Aang.
Muitos críticos não gostaram do filme. Mas creio que isso seja por causa do diretor, que, dizem, fez excelentes filmes antes. Então, para os críticos que olham a carreira do diretor, foi uma queda violenta. Sinceramente, prefiro ver a arte pela arte e não pelo artista. E muitos filmes não são feitos para ser arte e ganhar Oscar. São simplesmente bons entretenimentos lucrativos. Este é um destes.
O enredo é bem simples e facílimo de acompanhar. No entanto, não é o bem contra o mal tão preto no branco assim. Não se trata simplesmente de derrotar a tribo do fogo e sim de restaurar o equilíbrio. E quem viu o desenho verá que Aang terá um aliado improvável.
O visual é bom. Embora alguns critiquem o uso excessivo do azul e laranja. Mas o confronto no filme é entre a tribo da água do norte (azul = frio, mar) e a tribo do fogo (laranja = quente). Difícil escolher outras cores.
Os efeitos especiais são bons, embora não surpreendam. As lutas também agradam.
Destaque para algo que realmente marca o filme e principalmente a animação: o estilo de dominação dos elementos. Os autores foram muito felizes em não colocar a dominação como um tipo de “força” que você simplesmente focaliza e move um objeto. A dominação é feita através de uma bela coreografia baseada nos movimentos de algumas artes marciais, tendo sido escolhido um estilo para cada elemento. Esse diferencial tornou a animação muito interessante de se ver e já inspirou muitos cosplays.
O mundo moderno criou um novo tipo de ladrão: o de informação. Não, não o que rouba os dados de sua conta bancária. É o que rouba a informação escondida na mente. Para isso tem que se entrar nela. E o melhor caminho é através dos sonhos.
Essa é a especialidade de Don Cobb. Acusado de matar sua esposa, ele foge dos EUA, deixa para trás seus filhos e busca uma forma de voltar sem ser preso.
Com um aparelho desenvolvido pelos militares que compartilha sonhos entre os indivíduos conectados, ele e sua equipe criam um mundo virtual para sua vítima e com estratégias bem definidas conseguem extrair a informação alvo. (Qualquer semelhança com Matrix será mera coincidência?) Sua última missão falha e ele é encontrado por Saito, seu alvo. Mas este vê nas habilidades de Don uma oportunidade e lhe faz uma proposta. Com a influência (=dinheiro) que tem, ele poderá providenciar o retorno dele ao EUA com o nome limpo. Mas para isso terá que implantar uma idéia na mente do herdeiro de seu concorrente, que já beira à morte.
Aí está o problema e o desafio. Roubar uma ideia é fácil. Implantá-la em fulano e este pensar que é originalmente dele é que é muito difícil. Para fazer isso Cobb forma uma equipe de especialistas capaz de pensar em todos os detalhes de um plano perfeito e capaz de lidar com diversos improvisos do caminho.
A fim de que a ideia pareça original, terão que descer três níveis nos sonhos. Cada nível é um sonho dentro do outro. Tipo quando se acorda de um sonho e se descobre que ainda está sonhando e acorda novamente. E o tempo em cada nível é diferente. Cinco minutos na vida real equivalem a uma hora de sonho. E cinco minutos no primeiro nível equivale a uma hora no nível seguinte e assim por diante.
Mas ao invadirem a mente do alvo, descobrem que ele foi treinado para se defender dessas invasões. Agora a equipe terá que cumprir a missão lidando com os agentes do subconsciente do alvo (uma espécie de anti-corpos mental). E sem saberem, terão também que lidar a interferência da culpa subconsciente de Cobb na forma projetada de sua esposa.
O enredo é muito bom e também muito complexo. É do tipo que vai lhe dando as peças do quebra-cabeças ao longo da história para uni-los mais a frente. Se você piscar e perder uma peça, ficará perdido na trama. Não é indicado para quem gosta de filme tipo “pronto para beber”. Neste, (in?)felizmente é necessário pensar e rápido.
A ação também é de primeira. Principalmente depois que iniciam a missão. O roteirista soube manter um bom nível de ação e tensão desde a primeira cena.
E afinal de contas, é “a origem” de quê?
Não faço a menor ideia. E se alguém souber me diga.
No original, o título Inception se refere ao processo de implantação da ideia. Talvez, forçando muiiiito a barra, quiseram se referir a origem da ideia implantada.
Bom filme, boa trama, bom enredo, boa ação e longa duração. Prepare o Home Theater, a pipoca, desligue o celular, não chame a namorada ou amigos, coloque o cartaz de “não pertube” na porta e (ufa!) bom entretenimento.
E se o mundo em que você vive for apenas uma ilusão?
O sr. Anderson é um jovem solteiro vivendo uma vida relativamente normal num emprego normal. Isso até aparecer na tela de seu monitor a mensagem: “siga o coelho branco.” Nisso batem à sua porta alguns jovens “conhecidos” e entre eles uma moça com um coelho branco tatuado no braço. Curioso, ele segue o grupo até uma festa, onde conhece Trinit, uma jovem que o guia até Morpheus. Este lhe oferece uma escolha: permanecer no mundo como ele o conhece ou conhecer a verdade, da qual não poderá voltar. Anderson escolhe conhecer a verdade e toma a pílula vermelha.
Ele acorda nu, sem pelos, conectados a vários fios e em meio a um ambiente desconhecido. É resgatado por Morpheus e sua equipe, que lhe explica que o mundo, como ele o conhece, é apenas uma espécie de realidade virtual criada diretamente em seu cérebro e nos demais de milhares de seres humanos conectados ao programa Matrix. O objetivo do programa é que os humanos adormecidos nunca descubram o que realmente são: pilhas.
Numa guerra contra as máquinas, os humanos bloquearam o Sol, principal fonte de energia de seus inimigos. Mas as máquinas encontraram outra fonte de energia: a bioeletricidade do corpo humano. Agora os humanos são “cultivados”, mantidos prisioneiros em suas próprias mentes e usados como células de bateria.
Anderson, nesta sua nova realidade, passa a usar definitivamente seu apelido de hacker, Neo. Com a ajuda de seus novos amigos, ele enfrentará as máquinas para libertar a humanidade. E descobrirá que é capaz de realizar feitos muito maiores do que aqueles que sua antiga realidade dizia possíveis.
Numa escala de zero a dez, Matriz sempre foi para mim a referência dez. E não é sem razão. Ele é um dos muitos raros filmes que conseguem a façanha de combinar um excelente enredo com uma excelente ação. Ação que soube combinar muito bem as coreografias de lutas marciais com bons efeitos especiais – se tornando referência no cinema.
O enredo merece um estudo a parte. E já serviu mesmo para muitos trabalhos acadêmicos. Ele, por si só, já serve para colocar em questão diversos assuntos. Exemplos:
1 – Será que você tem a liberdade que imagina que tem?
Neste mundo globalizado, talvez estejamos mais conectados do que imaginamos. Compramos um refrigerante não por ser o mais gostoso, mas por ter uma propaganda de melhor eficácia. Acreditamos no que nos é induzido a acreditar pelos noticiários. Trocamos o guarda-roupa porque a novela das oito mudou e já mostra outro estilo.
2 – Será que você é importante como indivíduo?
Nossas escolas preparam o cidadão-operário, uma peça da engrenagem da economia, que produz e consumem e assim alimentam a máquina da economia, gerando riqueza – não necessariamente para quem produz. Nem temos mais sobrenome. José da Silva? Ah, sim, o José Padeiro. Paulo Roberto? Ah, sim, Paulo do banco Tal. E se a peça falhar, já teremos sobressalentes esperando a vaga.
3 – De um ponto de vista filosófico, pode-se perguntar até que ponto sua vida é verdadeira. Daí muitas ramificações. Minha esposa é tão honesta quanto penso? Sou um assessor de assuntos de limpeza ou simplesmente o faxineiro? Acredito em Deus ou a igreja é um importante clube social?
Enfim, Matrix é um excelente filme, tanto para diversão quanto para base de muitos estudos. E com certeza obrigatório para todos que são bons fãs de cinema.
Percy Jackson é um adolescente filho de uma mortal com o deus Poseidon. Mas ele não sabe disso até que é atacado por sua professora de matemática que se transforma em uma fúria, um monstro de Hades, e é salvo por seu professor de latim. Aí, sim, ele percebe que não tem nada mesmo de normal.
A partir daí ele descobre de quem é filho, que seu melhor amigo na escola, Grover, é um sátiro (talvez daí a tentativa de fazer um personagem engraçado) e de que está sendo acusado pelos deuses de ter roubado o raio mestre de Zeus. Com sua vida em perigo, sua mãe e seu amigo o levam para o acampamento Meio-Sangue, destinado a proteção e treinamento dos semi-deuses. Mas antes de passar pelo portão eles são atacados pelo Minotauro, que captura a mãe de Percy e a leva para o submundo de Hades. Percy pensa que ela morreu.
No acampamento ele conhece Annabeth Chase, filha de Atena. Com ela está formado o trio de herói. Ou quase. Se considerarmos que no grego, herói era normalmente um filho de um deus com mortais, o sátiro fica só mesmo de coadjuvante.
No acampamento, Hades aparece e propõe a Percy uma troca: sua mãe pelo raio de Zeus. Sabendo que sua mãe ainda vive, ele decide ir até o submundo convencer seu tio de que não roubou o tal raio e pedir para que solte sua mãe. Terá também que correr contra o tempo, pois Zeus deu um prazo para que o raio seja devolvido ou começará uma guerra com Poseidon. Seus amigos, Grover e Annabeth decidem acompanhá-lo. Mas antes eles têm que conseguir três pérolas verdes que servirão de porta de saída do submundo. Para isso terão que enfrentar alguns perigos, como a Medusa, uma vendedora que transforma pessoas nas estátuas que vende.
Quem assiste ao filme tem a impressão que ele pegou carona na série Harry Poter, mas com um enredo e produção inferiores. E o enredo, apesar de bom entretenimento, não impressiona tanto. Parece uma reescrita modernizada de Guerra de Titãs.
O caladão e rabujento Carl Fredricksen, desde criança, é fã de Charles Muntz, um aventureiro que viaja pelo mundo a bordo de um dirigível e na companhia de seus fieis cães. É nessa infância cheia de imaginação que ele conhece a espevitada Ellie, outra fã do seu herói. Como os opostos se atraem, eles crescem e se casam. E juntos planejam uma grande aventura: viajar até a américa do sul. Enquanto isso, construem juntos sua casinha e montam um lar. Só falta o filho. Preparam o quarto. Mas descobrem que ela não pode ter filhos. Ela cai em tristeza e ele tenta reanimá-la revivendo-lhe o sonho da viajem. Começam a economizar, mas sempre acontece um imprevisto que adia a viagem. Por fim ela adoece e morre.
Isso tudo foi só, digamos, o prelúdio do filme. Fora a tagarelice da jovem Ellie, praticamente não há diálogos nessa parte. Mas tem uma boa dose de carga emocional.
A segunda parte começa com o sr. Fredricksen já idoso, usando bengala e passando seus dias na varanda de sua casa, que ele insiste em não vender, apesar da insistência dos que construíram edifícios ao redor e estão de olho em seu terreno. Aproveitando-se de um incidente em que ele agride um operário, ele é levado à Justiça e forçado a deixar a casa e ir para um asilo. Como sempre foi vendedor de balões, ele as usa em milhares para erguer a casa e seguir flutuando ao local onde sempre sonhou em ir com sua esposa. Mas sem querer leva consigo um pequeno passageiro: um jovenzinho escoteiro que estava à sua porta. Juntos eles viveram uma inusitada aventura e aprenderam importantes lições de vida.
Para quem gosta daqueles filmes que acrescentam algo mais além de alguns minutos de entretenimento, este é, sem dúvida, indicado.
O protagonista só foi mesmo atrás de seu sonho quando já não tinha mais nada a perder. Dá o que pensar. E nos faz rever nossas prioridades.
Não deixe de assistir também aos curtas do DVD. São ótimos.