Pouco antes da guerra civil americana,
um pequeno grupo de escravos segue acorrentado pela floresta
escoltados por dois homens armados, quando são interceptados por uma
estranha carroça de um dentista. Este, na verdade, é um caçador
de recompensas e que precisa do escravo Django para encontrar um trio
de criminosos. Assim, após libertado pelo doutor que é contra a
escravidão, o ex-escravo passa a seu parceiro nas caçadas e aprende
o ofício e o bom uso das armas.
Agora que é um homem livre e com o
dinheiro de um longo inverno de boas caçadas, Django quer encontrar
sua esposa que foi vendida por seu ex-dono. Só que ela é
propriedade de um poderoso homem do sul. Para resgatá-la, os dois
bolam um plano audacioso que exigirá muito sangue frio do negro
livre em um meio escravagista.
Um faroeste até bem interessante.
Embora um bom trecho do filme nos faça esquecer disto.
A produção é muito boa. Usaram até
as letras das antigas aberturas dos velhos filmes do gênero. Um
ponto contra é a extensa duração.
O filme conta a longa carreira de 48
anos do diretor de FBI John Edgar Hoover. Sob seu comando a agência
deixou de ser ineficaz e passou a adotar métodos científicos em
suas investigações. Mas além de enfrentar criminosos, ele tinha
também que lutar contra políticos e ainda lidar com seus próprios
conflitos pessoais.
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Por ser um filme sobre o FBI, pode se
crer que seja de ação. Mas é só, e no máximo, um drama nem tão
bom. Serve mais para matar um pouco da curiosidade sobre esse
poderoso homem que ficou quase meio século à frente da maior
agência investigativa do mundo.
O mundo moderno criou um novo tipo de ladrão: o de informação. Não, não o que rouba os dados de sua conta bancária. É o que rouba a informação escondida na mente. Para isso tem que se entrar nela. E o melhor caminho é através dos sonhos.
Essa é a especialidade de Don Cobb. Acusado de matar sua esposa, ele foge dos EUA, deixa para trás seus filhos e busca uma forma de voltar sem ser preso.
Com um aparelho desenvolvido pelos militares que compartilha sonhos entre os indivíduos conectados, ele e sua equipe criam um mundo virtual para sua vítima e com estratégias bem definidas conseguem extrair a informação alvo. (Qualquer semelhança com Matrix será mera coincidência?) Sua última missão falha e ele é encontrado por Saito, seu alvo. Mas este vê nas habilidades de Don uma oportunidade e lhe faz uma proposta. Com a influência (=dinheiro) que tem, ele poderá providenciar o retorno dele ao EUA com o nome limpo. Mas para isso terá que implantar uma idéia na mente do herdeiro de seu concorrente, que já beira à morte.
Aí está o problema e o desafio. Roubar uma ideia é fácil. Implantá-la em fulano e este pensar que é originalmente dele é que é muito difícil. Para fazer isso Cobb forma uma equipe de especialistas capaz de pensar em todos os detalhes de um plano perfeito e capaz de lidar com diversos improvisos do caminho.
A fim de que a ideia pareça original, terão que descer três níveis nos sonhos. Cada nível é um sonho dentro do outro. Tipo quando se acorda de um sonho e se descobre que ainda está sonhando e acorda novamente. E o tempo em cada nível é diferente. Cinco minutos na vida real equivalem a uma hora de sonho. E cinco minutos no primeiro nível equivale a uma hora no nível seguinte e assim por diante.
Mas ao invadirem a mente do alvo, descobrem que ele foi treinado para se defender dessas invasões. Agora a equipe terá que cumprir a missão lidando com os agentes do subconsciente do alvo (uma espécie de anti-corpos mental). E sem saberem, terão também que lidar a interferência da culpa subconsciente de Cobb na forma projetada de sua esposa.
O enredo é muito bom e também muito complexo. É do tipo que vai lhe dando as peças do quebra-cabeças ao longo da história para uni-los mais a frente. Se você piscar e perder uma peça, ficará perdido na trama. Não é indicado para quem gosta de filme tipo “pronto para beber”. Neste, (in?)felizmente é necessário pensar e rápido.
A ação também é de primeira. Principalmente depois que iniciam a missão. O roteirista soube manter um bom nível de ação e tensão desde a primeira cena.
E afinal de contas, é “a origem” de quê?
Não faço a menor ideia. E se alguém souber me diga.
No original, o título Inception se refere ao processo de implantação da ideia. Talvez, forçando muiiiito a barra, quiseram se referir a origem da ideia implantada.
Bom filme, boa trama, bom enredo, boa ação e longa duração. Prepare o Home Theater, a pipoca, desligue o celular, não chame a namorada ou amigos, coloque o cartaz de “não pertube” na porta e (ufa!) bom entretenimento.