Nathan é um típico adolescente americano morando uma bela casa de subúrbio com seus pais, frequentando o colégio e festas com seus amigos e de olho na bela vizinha Karen. Tudo normal. Pelo menos até um trabalho do colégio o colocar em dupla com a vizinha e juntos descobrirem num site de crianças desaparecidas que Nathan está entre eles. Mas ao mexer neste vespeiro, ele coloca uns bandidos altamente qualificados e até a CIA em seu encalço. Para se manter seguro e proteger a vizinha, os dois fogem à procura da única pessoa que aparentemente pode ajudá-los a encontrar a verdade: seu verdadeiro pai.
É um razoável filme de ação. Quase mais para pré-adolescentes que para o público adulto.
O ator Taylor Lautner, embora mostrando muito disposição e preparo físico para as cenas de ação, ainda tem cara de garoto. E a jovem atriz, apesar de seus vinte e dois anos, parece ter bem menos.
Já que não te deixa pegar no sonho, vale a locação.
Soluço é o jovem filho do líder de uma aldeia de vikins que vive sendo atacada por dragões. Ao contrário dos adultos e dos seus colegas, ele é todo atrapalhado e toda vez que tenta ajudar, algo sai errado. Mas ele não desistirá. Usando seus talentos adquiridos como ajudante do ferreiro, ele constroi uma arma e consegue derrubar um Fúria da Noite – um dos dragões mais temidos e jamais capturado. Só que ninguém vê e nem acredita nele.
Disposto a ter o respeito dos demais, ele procura na floresta o local da queda do dragão. Encontra-o. Agora é só mata-lo, arrancar a cabeça e ser um viking respeitado. Mas ele não é um matador. E com pena do animal, o liberta. A partir daí nascerá uma amizade com mudará o modo dele de ver essas criaturas. Ironicamente, essa amizade lhe traz conhecimentos que são usados em seu treinamento de matador de dragões, dando-lhe o respeito dos demais. Sem poder ser um matador, ele terá que mostrar à aldeia que os dragões não precisam ser inimigos. Algo difícil de aceitar quando se tem a casa queimada por um deles.
Uma animação realmente muito boa. Tem uma excelente qualidade gráfica – e eu nem assisti em 3D – e um enredo bom, criativo e divertido. O protagonista tem umas falas bem articuladas e com dose de humor.
Para quem gosta de extrair um pouco mais dos filmes, esse oferece um debate interessante: as idéias formatadas que a sociedade tem estão corretas? E mais, o erro de se conceber idéias sobre seres (pessoas) sem as conhece-las direito.
E interessante observar a coragem do Soluço em defender suas convicções do certo e enfrentar a sua sociedade e a reprovação de seu próprio pai. Algo realmente raro em nossa sociedade onde os princípios parecem seguir os interesses. Afinal, qual de nós não mataria um dragão que lhe cuspiu fogo só para se tornar muito famoso?
Yip Man se refugiou da invasão japonesa em Hong Kong, onde quem domina são os ingleses. Para ganhar algum dinheiro ele monta um dojo e com custo consegue alguns alunos. Mas o lugar já tem seus dojos e seus mestres. E ele tem que provar para estes que é mestre e aceitar o desafio deles para ter a autorização de montar seu próprio dojo. Depois do desafio lhe dizem que tem que pagar uma taxa de proteção. Ele se recusa e é perseguido. Mas por sua vez, os outros mestres, e todos os chineses, também são perseguidos pelos ingleses, que recebem a mesma taxa de proteção.
Numa luta de boxe organizada pelos ingleses, o campeão destes ofende os chineses, derrotando alguns lutadores e matando um dos mestres em um desafio.
Tentando limpar o nome manchado pelo incidente, o campeão inglês desafia qualquer chinês a um combate no ringue. Cada um usando seu próprio estilo de luta. Yip Man aceita o desafio. Agora caberá a ele honrar novamente seu povo.
Continuação do filme O Grande Mestre baseado na vida de Yip Man, o mestre de Bruce Lee.
Este segue bem a linha do primeiro, com boas e, digamos, cinematográficas cenas de lutas.
O enredo é bem simples. Neste ponto achei o primeiro melhor.
Ao final do filme ele receberá um aspirante a aluno destinado à fama.
Quem gosta de um bom filme de luta não vai se decepcionar com este.
O mundo moderno criou um novo tipo de ladrão: o de informação. Não, não o que rouba os dados de sua conta bancária. É o que rouba a informação escondida na mente. Para isso tem que se entrar nela. E o melhor caminho é através dos sonhos.
Essa é a especialidade de Don Cobb. Acusado de matar sua esposa, ele foge dos EUA, deixa para trás seus filhos e busca uma forma de voltar sem ser preso.
Com um aparelho desenvolvido pelos militares que compartilha sonhos entre os indivíduos conectados, ele e sua equipe criam um mundo virtual para sua vítima e com estratégias bem definidas conseguem extrair a informação alvo. (Qualquer semelhança com Matrix será mera coincidência?) Sua última missão falha e ele é encontrado por Saito, seu alvo. Mas este vê nas habilidades de Don uma oportunidade e lhe faz uma proposta. Com a influência (=dinheiro) que tem, ele poderá providenciar o retorno dele ao EUA com o nome limpo. Mas para isso terá que implantar uma idéia na mente do herdeiro de seu concorrente, que já beira à morte.
Aí está o problema e o desafio. Roubar uma ideia é fácil. Implantá-la em fulano e este pensar que é originalmente dele é que é muito difícil. Para fazer isso Cobb forma uma equipe de especialistas capaz de pensar em todos os detalhes de um plano perfeito e capaz de lidar com diversos improvisos do caminho.
A fim de que a ideia pareça original, terão que descer três níveis nos sonhos. Cada nível é um sonho dentro do outro. Tipo quando se acorda de um sonho e se descobre que ainda está sonhando e acorda novamente. E o tempo em cada nível é diferente. Cinco minutos na vida real equivalem a uma hora de sonho. E cinco minutos no primeiro nível equivale a uma hora no nível seguinte e assim por diante.
Mas ao invadirem a mente do alvo, descobrem que ele foi treinado para se defender dessas invasões. Agora a equipe terá que cumprir a missão lidando com os agentes do subconsciente do alvo (uma espécie de anti-corpos mental). E sem saberem, terão também que lidar a interferência da culpa subconsciente de Cobb na forma projetada de sua esposa.
O enredo é muito bom e também muito complexo. É do tipo que vai lhe dando as peças do quebra-cabeças ao longo da história para uni-los mais a frente. Se você piscar e perder uma peça, ficará perdido na trama. Não é indicado para quem gosta de filme tipo “pronto para beber”. Neste, (in?)felizmente é necessário pensar e rápido.
A ação também é de primeira. Principalmente depois que iniciam a missão. O roteirista soube manter um bom nível de ação e tensão desde a primeira cena.
E afinal de contas, é “a origem” de quê?
Não faço a menor ideia. E se alguém souber me diga.
No original, o título Inception se refere ao processo de implantação da ideia. Talvez, forçando muiiiito a barra, quiseram se referir a origem da ideia implantada.
Bom filme, boa trama, bom enredo, boa ação e longa duração. Prepare o Home Theater, a pipoca, desligue o celular, não chame a namorada ou amigos, coloque o cartaz de “não pertube” na porta e (ufa!) bom entretenimento.
E se o mundo em que você vive for apenas uma ilusão?
O sr. Anderson é um jovem solteiro vivendo uma vida relativamente normal num emprego normal. Isso até aparecer na tela de seu monitor a mensagem: “siga o coelho branco.” Nisso batem à sua porta alguns jovens “conhecidos” e entre eles uma moça com um coelho branco tatuado no braço. Curioso, ele segue o grupo até uma festa, onde conhece Trinit, uma jovem que o guia até Morpheus. Este lhe oferece uma escolha: permanecer no mundo como ele o conhece ou conhecer a verdade, da qual não poderá voltar. Anderson escolhe conhecer a verdade e toma a pílula vermelha.
Ele acorda nu, sem pelos, conectados a vários fios e em meio a um ambiente desconhecido. É resgatado por Morpheus e sua equipe, que lhe explica que o mundo, como ele o conhece, é apenas uma espécie de realidade virtual criada diretamente em seu cérebro e nos demais de milhares de seres humanos conectados ao programa Matrix. O objetivo do programa é que os humanos adormecidos nunca descubram o que realmente são: pilhas.
Numa guerra contra as máquinas, os humanos bloquearam o Sol, principal fonte de energia de seus inimigos. Mas as máquinas encontraram outra fonte de energia: a bioeletricidade do corpo humano. Agora os humanos são “cultivados”, mantidos prisioneiros em suas próprias mentes e usados como células de bateria.
Anderson, nesta sua nova realidade, passa a usar definitivamente seu apelido de hacker, Neo. Com a ajuda de seus novos amigos, ele enfrentará as máquinas para libertar a humanidade. E descobrirá que é capaz de realizar feitos muito maiores do que aqueles que sua antiga realidade dizia possíveis.
Numa escala de zero a dez, Matriz sempre foi para mim a referência dez. E não é sem razão. Ele é um dos muitos raros filmes que conseguem a façanha de combinar um excelente enredo com uma excelente ação. Ação que soube combinar muito bem as coreografias de lutas marciais com bons efeitos especiais – se tornando referência no cinema.
O enredo merece um estudo a parte. E já serviu mesmo para muitos trabalhos acadêmicos. Ele, por si só, já serve para colocar em questão diversos assuntos. Exemplos:
1 – Será que você tem a liberdade que imagina que tem?
Neste mundo globalizado, talvez estejamos mais conectados do que imaginamos. Compramos um refrigerante não por ser o mais gostoso, mas por ter uma propaganda de melhor eficácia. Acreditamos no que nos é induzido a acreditar pelos noticiários. Trocamos o guarda-roupa porque a novela das oito mudou e já mostra outro estilo.
2 – Será que você é importante como indivíduo?
Nossas escolas preparam o cidadão-operário, uma peça da engrenagem da economia, que produz e consumem e assim alimentam a máquina da economia, gerando riqueza – não necessariamente para quem produz. Nem temos mais sobrenome. José da Silva? Ah, sim, o José Padeiro. Paulo Roberto? Ah, sim, Paulo do banco Tal. E se a peça falhar, já teremos sobressalentes esperando a vaga.
3 – De um ponto de vista filosófico, pode-se perguntar até que ponto sua vida é verdadeira. Daí muitas ramificações. Minha esposa é tão honesta quanto penso? Sou um assessor de assuntos de limpeza ou simplesmente o faxineiro? Acredito em Deus ou a igreja é um importante clube social?
Enfim, Matrix é um excelente filme, tanto para diversão quanto para base de muitos estudos. E com certeza obrigatório para todos que são bons fãs de cinema.
Ao voltar de uma missão, a agente da CIA Salt interroga um russo que revela um plano para matar uma autoridade russa em solo americano. O plano será executado por uma agente que fora treinada desde de criança para ser espiã em solo americano e introduzida na América como americana. E revela o nome dessa agente: Salt.
A CIA a detém por precaução. Preocupada com o marido ela foge. Sim, ela é realmente a espiã russa. Mas seus ideais já não são mais os mesmos. Agora ela terá que fugir das autoridades americanas e lutar contra os inimigos de seu verdadeiro país.
Para quem gosta de ação, o filme o tem em alta dose. E mantém um bom ritmo do início ao fim.
Combinando bem com a ação, tem o bom enredo, que mesmo sendo inteligente, não tem muitas complicações. É fácil de entendê-lo, mesmo com a atenção voltada à ação.
No DVD há três versões: a do cinema, a do diretor e a estendida. As duas primeiras são praticamente idênticas. A única diferença que percebi foi nas cenas finais, onde, na versão do diretor, uma narração jornalística ao fundo nos dá a entender que os agentes russos estão mais infiltrados do que se imaginava. Já a versão estendida tem um final completamente diferente.